Mais de 150 pessoas de diferentes estados brasileiros afirmam ter sido vítimas de um suposto esquema envolvendo investimentos apresentados pela empresa SportSure, com endereço indicado em Maceió, Alagoas.
As denúncias foram reunidas em um Boletim de Ocorrência Coletivo/Notícia-Crime registrado em Natal, no Rio Grande do Norte, no dia 5 de outubro de 2026. Segundo o documento, o prejuízo informado pelos investidores ultrapassa, preliminarmente, R$ 10 milhões.
O principal representante apontado pelos investidores é Sidicley Matheus Rodrigues da Silva. O documento também pede que outras pessoas físicas e jurídicas que eventualmente tenham participado das operações sejam identificadas e investigadas.
Segundo os relatos, os investidores teriam realizado transferências e aportes financeiros em diferentes datas e valores, acreditando estar participando de negócios ou operações apresentadas pela SportSure e seus representantes.
Ainda conforme a denúncia, após o recebimento dos valores, começaram as dificuldades para obter os retornos esperados e informações sobre a situação da empresa. Os investidores afirmam que, posteriormente, os canais de comunicação teriam sido interrompidos ou reduzidos significativamente.
Prejuízo ainda pode aumentar
O valor de R$ 10 milhões é considerado preliminar pelos próprios comunicantes. A documentação apresentada prevê que cada vítima poderá entregar comprovantes de PIX e transferências, contratos, recibos, conversas, áudios, vídeos, anúncios e extratos bancários.
A intenção é elaborar uma relação individualizada com nome, estado, valor investido, datas dos pagamentos, valores eventualmente recebidos e prejuízo estimado.
Os investidores afirmam ainda que o número de vítimas pode aumentar, já que a coleta e conferência dos documentos continuam sendo realizadas.
Pedido de investigação
Entre as providências solicitadas às autoridades estão a identificação dos responsáveis pela empresa, análise das contas bancárias utilizadas para receber os valores, investigação sobre o destino do dinheiro e identificação de possíveis outros envolvidos.
Também foi solicitada a oitiva das vítimas que vivem em diferentes estados e a análise das provas digitais e documentos reunidos pelo grupo.
O documento destaca que os fatos ainda precisam ser investigados e que os valores e número de vítimas poderão ser atualizados após a análise dos comprovantes e demais elementos de prova.
Importante: as acusações descritas no documento são alegações apresentadas pelos investidores e não representam, por si só, uma conclusão de que houve crime. A eventual responsabilidade dos envolvidos deverá ser apurada pelas autoridades competentes, com direito à defesa e ao contraditório.
O portal Alagoas Acontece acompanha o caso e poderá atualizar a reportagem conforme novas informações oficiais sejam divulgadas.
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