Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas, vive um período de tensão na segurança pública diante de uma sequência de homicídios e pichações com mensagens associadas a grupos criminosos. A situação tem aumentado o temor entre moradores e colocado em alerta as forças de segurança.

Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) apontam seis vítimas de homicídio doloso no município no primeiro semestre de 2026. Em julho, outros cinco assassinatos foram registrados em menos de 30 dias.

Em fevereiro, Rebeca e Caíque foram mortos a tiros no Conjunto Cidade Jardim. Na época, a investigação considerou a possibilidade de os crimes terem relação com uma disputa entre grupos criminosos.

Já em julho, Liliane Oliveira da Silva, conhecida como “Prima”, foi assassinada. Segundo informações da Polícia Civil, ela teria integrado o grupo conhecido como Tudo Neutro (TDN) e, posteriormente, passado a colaborar com integrantes do Comando Vermelho (CV), tornando-se alvo de rivais.
Dias depois, o mototaxista Erick de Oliveira Costa foi executado a tiros em um ponto de mototáxi. Ele teria ligação com o TDN, e a investigação apontou para uma possível participação de integrantes do CV no crime.
Outros homicídios foram registrados na sequência, fazendo Coruripe chegar a cinco assassinatos em menos de um mês.
Pichações aumentam sensação de insegurança
Além dos homicídios, pichações começaram a aparecer em diferentes pontos da cidade. Muros passaram a exibir referências ao Comando Vermelho, menções a integrantes mortos e mensagens interpretadas como ameaças a possíveis rivais.
A presença dessas mensagens contribui para aumentar a sensação de insegurança entre moradores, especialmente em áreas onde os conflitos entre grupos criminosos são investigados.
Polícia Civil intensifica investigações
A Delegacia de Homicídios da 7ª Região, sob o comando do delegado Douglas Rocha, vem atuando na apuração dos crimes violentos registrados na região.
Em agosto, a unidade coordenou a Operação Ruptura, em Coruripe, que terminou com a prisão de três suspeitos. A ação faz parte das investigações relacionadas à atuação de grupos criminosos e aos homicídios registrados no município.
Com o aumento dos assassinatos e das investigações envolvendo organizações criminosas, cresce também a demanda sobre as equipes de segurança pública que atuam na região.
Diante desse cenário, moradores e autoridades defendem o fortalecimento da estrutura de segurança no Litoral Sul, com ampliação do efetivo policial e reforço das ações de investigação e prevenção à violência.
As investigações sobre os homicídios continuam, e a Polícia Civil deverá esclarecer a motivação e a eventual participação de integrantes de organizações criminosas em cada um dos crimes.










